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terça-feira, 28 de abril de 2009

Novo Trabalho do San Marino

O San Marino é maior banda do sul do país, tanto que integra, há vários anos, o topo das paradas das rádios. Segundo levantamento de diversos meios de comunicação, em 2008 foi novamente a banda mais tocada no sul do país. Por onde passa, o San Marino é sucesso absoluto de público e crítica.
A formação da banda remonta o ano de 1987, quando, repletos de esperança e sonhos, com muita dedicação, lançam o primeiro LP, "Caminhos do Amor", e assim traçam o início da carreira profissional. Nesses 22 anos de estrada, foram realizados muitos projetos e sonhos, entre eles três Discos de Ouro consecutivos (pelos CDs 'Namorinho no Sofá', 'Copo de Cerveja' e 'A Força do Amor') e o lançamento de seu primeiro DVD - "Ao Vivo na Argentina" - uma prova de que a música do San Marino por ser, ao mesmo tempo, verdadeira, contagiante e universal, perpassou fronteiras e rompeu paradigmas.
Agora, o San Marino lança o CD "Simples, mas Autêntico", um disco de músicas em sua maior parte inéditas e de característica marcadamente autoral, excetuando-se apenas por três regravações ('Meu Anjo,' 'Meu Diário', e 'Não tem Cachaça que Cure'). Entre os destaques do repertório está a música "Caso Novo", que já está tocando muito bem nas rádios e promete ser mais um grande hit da banda. Outras catorze canções integram o disco que, tal como o próprio San Marino, é simples, autêntico e irresistível.
Abraço
Rafa
Fonte: Gravadora Acit

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Prêmio Açorianos premia os melhores de 2008

O Prêmio Açorianos é o mais importante prêmio artístico da cidade de Porto Alegre. Foi instituído pela Prefeitura Municipal em 1977, inicialmente apenas para os melhores de cada ano em teatro e dança.
A partir de 1990, começaram a ser premiados os melhores do ano em música.
O nome escolhido para o prêmio é uma homenagem aos açorianos, os fundadores e primeiros habitantes da cidade de Porto Alegre.

A cerimônia será realizada no Theatro São Pedro, dia 28 de abril, às 20h30, com entrada franca.
São jurados: Daniel Soares, Thadeu Malta, Leo Felipe, Claudinho Pereira, Divox, Paulo Moreira, Cagê, Julio "Chumbinho" Herrlein, Marcelo Nadruz, Angelin Loro, Zé Augusto Marques, Vinícius Brum, Eraci Rocha, Adair Antunes, Juarez Fonseca, Jerônimo Jardim, Felipe Azevedo, Luís Bíssigo, Daniel Feix, Toneco da Costa, Mônica Kanitz, Caetano Silveira e Kako Xavier.
Confiram as alguns dos Indicados:

Destaque Especial
Bebeto Alves pelo Conjunto da Obra

Menções Especiais
Chimarruts
Eloy Fritsch - DVD + Livro Música Eletrônica
Sarau no Hospital de Daniel Wolff

Espetáculo
Bailadêra 10 anos Maria Vai Com as Outras
Beatles Magical Classical Tour - Orquestra de Câmara da ULBRA
Sambô - Renata Adegas

DVD
Casa da Esquina 23 - Pública
Da Guedes Acústico - Da Guedes
O Campo ao Vivo - César Oliveira e Rogério Melo

Projeto Gráfico
André Coelho - Influência (Marcello Caminha)
Paulo Pelá - Devoragem (Bebeto Alves)
Rafael Bohrer - My Baby Just Cares For Me (Delicatessen)

Arranjador
Cristóvão Bastos - Pampa Y Piano (Bethy Krieger)
Luiz Carlos Borges e Leandro Rodrigues - Itinerário de Rosa (Luiz CarlosBorges)
Rodrigo Nassif - Rodrigo Nassif

Produtor Executivo
Claudia Braga - Bailadêra 10 anos Maria Vai Com as Outras e Palavreio(Leandro Maia)
Luísa Barros - Família Sarará
Ao VivoYanto Laitano - Convergências (Rodrigo Andrade Silveira)

Produtor Musical
Arthur de Faria - A Mulher de Oslo (Vanessa Longoni)
Bebeto Alves - Devoragem (Bebeto Alves)
Luizinho Santos - Pampa Y Piano (Bethy Krieger)

Revelação
Família Sarará - Família Sarará ao Vivo
Leandro Maia - Palavreio
Renata Adegas - Sambô

Disco Infantil
Cia Teatro Novo - Na Trilha da Fantasia
Lulu e Lelé Histórias Cantadas - Maninha Pedroso
Opereta Pé de Pilão - Kiko Ferraz e Cláudio Levitan

Disco
Gênero Pop/Rock
Compositor
Luciana Pestano - Tigra
Marcelo Birck - Timbres Não Mentem Jamais
Pedro Metz - Como Num Filme Sem Um Fim (Banda Pública)

Gênero Regional Compositor
Érlon Péricles - Buenas e M'espalho
Luiz Carlos Borges - Itinerário de Rosa
Ricardo Martins - Coza de Loco

Intérprete
Cristiano Quevedo - Buenas e M'espalho
Shana Muller - Buenas e M'espalho
Vanessa de Maria - Perfume Del Sur

Gênero Instrumental
CompositorBethy Krieger - Pampa Y Piano
Marcello Caminha - Influência
Rodrigo Nassif - Rodrigo Nassif

Instrumentista
Marcello Caminha - Influência
Marquinhos Fê - Pampa Y Piano (Beth Krieger)
Oscar dos Reis - Chamame (Ricardo Martins e Oscar dos Reis )

Disco
Influência - Marcello Caminha
Pampa Y Piano - Bethy Krieger
Um Olho no Fósforo, Outra na Fagulha - Pata de Elefante


Abraços,

Rafa




terça-feira, 7 de abril de 2009

Baila Baila

O Baila Baila da cidade de Dois irmãos/RS, sempre mantém a marca da música de bandas mais tradicional. Em seu repertório, mescla os sopros bem evidentes com interpretações modernas de Graciely Flach e do novo vocalista Marquinhos Negreiros. Destaque para "Coração Bobalhão" (que já foi lançada nas rádios antes da chegada do CD) e da primeira música de trabalho, "Loucos de Amor". Do lado germânico, "Rintintim" e "Los Koiotes". Também vale o destaque para "Trombone Assombrado", uma história pra lá de curiosa.

Abraços,
Rafa.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Ao Mestre Com Carinho


Aos admiradores do mestre da payada foi definida a data de 30 de Maio de 2009 para a inauguração do Monumento (feito em concreto armado com seis metros de altura, pesando doze toneladas) em homenagem ao Poeta e Payador Jayme Caetano Braun. Será num sábado, na semana de aniversário do município, a partir das 14h, em São Luiz Gonzaga.
É com alegria que escrevo sobre esta homenagem mais do que justa ao homem que retratou em prosas e versos a vida, os costumes, a alegria e a dor do povo gaúcho.
E aqui presto minha reverência ao mestre Jayme publicando uma de suas mais famosas obras:

Bochincho
Composição: Jayme Caetano Braum
A um bochincho - certa feita,
Fui chegando - de curioso,
Que o vicio - é que nem sarnoso,nunca pára - nem se ajeita.
Baile de gente direita Vi, de pronto, que não era,
Na noite de primavera Gaguejava a voz dum tango
E eu sou louco por fandango Que nem pinto por quirera.
Atei meu zaino - longito, Num galho de guamirim,
Desde guri fui assim, Não brinco nem facilito.
Em bruxas não acredito'Pero - que las hay, las hay',
Sou da costa do Uruguai, Meu velho pago querido
E por andar desprevenido Há tanto guri sem pai.
No rancho de santa-fé, De pau-a-pique barreado,
Num trancão de convidado Me entreverei no banzé.
Chinaredo à bola-pé, No ambiente fumacento, Um candieiro, bem no centro,
Num lusco-fusco de aurora, Pra quem chegava de fora
Pouco enxergava ali dentro!
Dei de mão numa tiangaça Que me cruzou no costado, E já sai entreverado
Entre a poeira e a fumaça, Oigalé china lindaça, Morena de toda a crina,
Dessas da venta brasina, Com cheiro de lechiguana
Que quando ergue uma pestana
Até a noite se ilumina.
Misto de diaba e de santa, Com ares de quem é dona E um gosto de temporona
Que traz água na garganta. Eu me grudei na percanta O mesmo que um carrapato
E o gaiteiro era um mulato Que até dormindo tocava
E a gaita choramingava Como namoro de gato!
A gaita velha gemia, Ás vezes quase parava, De repente se acordava
E num vanerão se perdia
E eu - a contra pele macia Daquele corpo moreno, Sentia o mundo pequeno,
Bombeando cheio de enlevo
Dois olhos - flores de trevo Com respingos de sereno!
Mas o que é bom se termina- Cumpriu-se o velho ditado,
Eu que dançava, embalado, Nos braços doces da china Escutei - de relancina,
Uma espécie de relincho, Era o dono do bochincho, Meio oitavado num canto,
Que me olhava - com espanto, Mais sério do que um capincho!
E foi ele que se veio, Pois era dele a pinguancha,
Bufando e abrindo cancha Como dono de rodeio.
Quis me partir pelo meio Num talonaço de adaga Que - se me pega - me estraga,
Chegou levantar um cisco, Mas não é a toa - chomisco! Que sou de São Luiz Gonzaga!
Meio na volta do braço Consegui tirar o talho E quase que me atrapalho
Porque havia pouco espaço, Mas senti o calor do aço E o calor do aço arde,
Me levantei - sem alarde, Por causa do desaforo E soltei meu marca touro
Num medonho buenas-tarde!
Tenho visto coisa feia, Tenho visto judiaria, Mas ainda hoje me arrepia
Lembrar aquela peleia, Talvez quem ouça - não creia,
Mas vi brotar no pescoço, Do índio do berro grosso
Como uma cinta vermelha E desde o beiço até a orelha Ficou relampeando o osso!
O índio era um índio touro, Mas até touro se ajoelha, Cortado do beiço a orelha
Amontoou-se como um couro E aquilo foi um estouro,
Daqueles que dava medo, Espantou-se o chinaredo
E amigos - foi uma zoada, Parecia até uma eguada Disparando num varzedo!
Não há quem pinte o retrato Dum bochincho - quando estoura,
Tinidos de adaga - espora E gritos de desacato.
Berros de quarenta e quatro De cada canto da sala
E a velha gaita baguala Num vanerão pacholento, Fazendo acompanhamento
Do turumbamba de bala! É china que se escabela, Redemoinhando na porta
E chiru da guampa torta Que vem direito à janela, Gritando - de toda guela,
Num berreiro alucinante, Índio que não se garante, Vendo sangue - se apavora
E se manda - campo fora, Levando tudo por diante!
Sou crente na divindade, Morro quando Deus quiser, Mas amigos - se eu disser,
Até periga a verdade, Naquela barbaridade, De chínaredo fugindo, De grito e bala zunindo,
O gaiteiro - alheio a tudo, Tocava um xote clinudo, Já quase meio dormindo!
E a coisa ia indo assim, Balanceei a situação,- Já quase sem munição,
Todos atirando em mim. Qual ia ser o meu fim, Me dei conta - de repente,
Não vou ficar pra semente, Mas gosto de andar no mundo,
Me esperavam na do fundo, Saí na Porta da frente...
E dali ganhei o mato, Abaixo de tiroteio E inda escutava o floreio Da cordeona do mulato
E, pra encurtar o relato, Me bandeei pra o outro lado, Cruzei o Uruguai, a nado,
Que o meu zaino era um capincho E a história desse bochincho Faz parte do meu passado!
E a china?? - essa pergunta me é feita A cada vez que declamo
É uma coisa que reclamo Porque não acho direita, Considero uma desfeita
Que compreender não consigo, Eu, no medonho perigo Duma situação brasina
Todos perguntam da china E ninguém se importa comigo!
E a china - eu nunca mais vi
No meu gauderiar andejo, Somente em sonhos a vejo Em bárbaro frenesi.
Talvez ande - por aí, No rodeio das alçadas, Ou - talvez - nas madrugadas,
Seja uma estrela chirua Dessas - que se banha nua No espelho das aguadas!
Abraços,
Rafa.

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